segunda-feira, 17 de julho de 2023

Gran Circus das Minas

 

Gran Circus Maravilha das Minas

 Com a chegada do Gran Circus Marvilha das Minas em Campos dos Goytacazes-RJ, algumas novidades serão incorporadas na programação do Sarau Cultural – As Multilinguagens no Museu, a partir da sua 5ª Edição dia 28 de julho no Museu Histórico de Campos.

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A Commedia dell´Arte influenciou a forma como a sátira e a comédia são encenadas até os dias atuais. Este gênero de teatro foi criado na metade do século XV, na Itália. Ela vai se tornar popular na região até meados do século XVIII quando seu estilo cai em decadência e é substituído por outro gênero mais melancólico.

As encenações da commedia dell´arte eram improvisadas a partir de um texto chamado de canovaccio e suas apresentações era feitas em carroças que serviam como palco e também como meio de transporte dos atores, os quais durante a cena tinham total liberdade de interagir com o público.

O gênero explorado era o cômico onde de forma irônica militares, negociantes, banqueiros, nobres e pessoas do alto clero eram ridicularizadas durante a apresentação. Sua principal função era a de entreter a população através da improvisação, música, acrobacias, danças.

Cada ator estudava e se especializava em determinado personagem e o encenava sempre, similar ao que acontece atualmente com os atores palhaços, característica que também foi levada ao cinema sendo um dos exemplos mais conhecidos Charles Chaplin.

As companhias eram itinerantes e possuíam uma estrutura de esquema familiar, parecido atualmente com a estrutura dos integrantes de circo

Casarão 129 é um Espaço Eco Arte e Associação de Fazedores de Cultura. Muito em breve nele uma Biblioteca Comunitária e Oficinas de  Teatro – Cenografia e Confecções de Máscaras e Cabeças.

 Rua Dr. Matos, 129 – Parque Leopoldina – Campso dos Goytacazes-RJ

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Lady Macabra Nikita

A Rainha da Ala das Vampiras, chegou com o Gran Circus das Minas para a

a Mocidade Independente de Padre Olivácio - A Escola de Samba Oculta no Inconsciente Coletivo

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terça-feira, 20 de junho de 2023

Artur Gomes - O Boi-Pintadinho

  

 O Boi-Pintadinho

E

lá vai o boi

com teus olhos tristes

feito mãe cansada

das estradas da vida,

vai carregando dor nos olhos,

cabisbaixo,

com medo de levantá-los

e ser o primeiro

a enfrentar a faca

ou quem sabe a forca.

 

Lá vai o boi de arado

boi de carro

boi de carga

boi de carca

boi de canga

boi de corda

boi de prado.

 

Boi preto

boi branco

lá v ai o boi-pintadinho

levanta meu boi levanta

que é hora de viajar,

se o povo não te cantou

é porque não sabe cantar!

 

Lá vai o boi

na tua consciência

triste e solitária

olhando os que passam

com medo de levantar a voz

e colocar o teu mugido

na consciência dos outros

 

Lá vai o boi

no teu passo manso,

dança na contra-dança

com certeza que esperança

é muito mais aquilo

que já te foi predestinado

lá vai o boi-pintadinho...

 

levanta meu boi levanta

que é hora de viajar

se o povo não te cantou

é porque não sabe cantar!

 

Lá vai o boi

boi Antônio

boi Joana

boi Maria

boi João

boi Thiago

boi Ferreira

boi Drummond

e boi Bandeira

e tantos outros bois

que conheci

por este país afora...

que sabendo ou não sabendo

cada boi tem sua hora

 

lá vai o boi

tranquilamente manso

no teu equilíbrio manco

que me inspira e desespera

vai para o cofre

ele sabe disso

vai para o açougue

ele sabe disso

vai pra balança

e nem parece equilibrista

mas já conhece o seu destino

 

lá vai o boi-pintadinho...

 

levanta meu boi levanta

que é hora de viajar

se o povo não te cantou

a minha história vai contar!

 

E lá vai o boi

atravessando ferrovias

nos vagões a ferro

vai carregado

de marcas pelo corpo

e agonia pela alma

lá vai o boi pintadinho

 

levanta, meu boi levanta

tenha mais fé e menos calma

levanta meu boi de carga

boi de canga boi de corte

boi que nasce pra vida

e a gente engorda pra morte

 

Artur Gomes

O Boi-Pintadinho – 1981

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sexta-feira, 9 de junho de 2023

Alguma Poesia

  

ALGUMA POESIA

não. não bastaria a poesia deste bonde que despenca lua nos meus cílios
num trapézio de pingentes onde a lapa carregada de pivetes nos seus arcos
ferindo a fria noite como um tapa
vai fazendo amor por entre os trilhos.

não. não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo estão muitas meninas
tentando a sorte em cada porta de metrô.
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador.

não. não bastaria todo riso pelas praças
nem o amor que os pombos tecem pelos milhos
com os pardais despedaçando nas vidraças
e as mulheres cuidando dos seus filhos.

não bastaria delirar Copacabana
e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando um charme gay
e uma cheiro de fêmea no ar devorador

aparentando realismo hiper-moderno,
num corpo de anjo que não foi meu deus quem fez
esse gosto de coisa do inferno
como provar do amor no posto seis
numa cósmica e profana poesia
entre as pedras e o mar do Arpoador
uma mistura de feitiço e fantasia
em altas ondas de mistérios que são vossos

não. não bastaria toda poesia
que eu trago em minha alma um tanto porca,
este postal com uma imagem meio Lorca:
um bondinho aterrizando lá na Urca
e esta cidade deitando água em meus destroços
pois se o cristo redentor deixasse a pedra
na certa nunca mais rezaria padre-nossos
e na certa só faria poesia com os meus ossos.

 

Artur Gomes

Couro Curu & Carne Viva – 1987

Pátria A(r)mada - 2022

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segunda-feira, 24 de abril de 2023

fulinaímica sagaranagem


fulinaímica sagaranagem

 

as vezes tenho dúvidas

das dívidas que tinha

em Dores de Macabu

de passagem por Kilombo

no encalço da curuminha

vindo de Rio das Ostras

minha Rúbia Querubim

para apagar as centelhas

na chama dos seus pavios

me disse : - não sou daqui

e mergulhou no paraíba

me deixando  a ver navios

que me levou pra Iriri

 

Federico Baudelaire

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laia

 

a ninfetinha espanhola

me deu bola na cena de cinema

a pele em transparência

sob o vestido quase nua

são jorge ali da lua se perguntava

em que filme de Almodovar

ela transa nessa Espanha

que cor tem a aranha quando tece

sua rede?

eu tenho sede dessa coisa cristalina

desse transe de menina

que me arranha sem parar

 

Federico Baudelaire

https://arturkabrunco.blogspot.com/


quinta-feira, 16 de março de 2023

Geleia Geral - Rádio Caiana

 

Hoje às 20h

Geleia Geral

Rádio Caiana

www.radiocaiana.com.br

 

Gravamos ontem com Paulo André Netto Barbosa o primeiro Geleia Geral com participação especialíssima da minha querida amiga parceira Marcella Roza cantando à capela Vapor Barato (Jards Macalé/Wally Salomão).

Além de uma seleta musical com meus parceiros Paulo Celso Ciranda Reubes Pess Otávio Cabral Naiman e Luiz Ribeiro e duas faixas com poesia e som instrumental de Fil Buc fluiu ainda um breve bate papo focado na minha trajetória desses 50 anos de poesia. Esse programa de estreia vai ao Ar hoje às 20h.


sábado, 4 de março de 2023

Teatro do Absurdo

 


Teatro do Absurdo

 

O quarteto da hipotenusa

versus o quadrado do quarteto

da hipotenusa a musa do quadrado

fosse apenas o retrato na fotografia

mas não sendo hipotenusa

somente musa algaravia

uma palavra mais que estrada

sendo musa multi-via

me levou nessa jornada

para fora da Bahia

todos os santos mar aberto

no abismo a fantasia

de querer mus entretanto

muito mais que poesia 


e ela vai pintando

 o homem com a flor na boca

com seus pincéis de aquarela

poema que só é possível

pelas lentes dos olhos dela

 

na balada ou no bolero

nossas letras se entrelaçaram

pele corpo carne sangue pelos

poros entre tintas entre tantos

anos que  foram pintados

sobre papéis de cartas em fogo

sob o sol  chuva verão inverno

quando qualquer das estações

é primavera

 

e ela era uma estudante de arquitetura que pintou poemas no cachorro louco

e desenhou imagens em Brazilírica Pereira : A Traição das Metáforas 


Artur Gomes 

O Homem Com A Flor Na Boca 

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O Auto do Boi Macutraia

 

por onde andará

Macunaíma

tá no rabo da sereia

tá no rabo da arraia

já passou por Gargaú

tomou pinga em Bracutaia

?

não  

 

Joilson Bessa  já me disse

Kapi do céu já ensaia

 Macunaíma  vem dançando

na farra do boi Macutraia

 

levanta meu boi levanta

que é hora de viajar

acorda boi povo todo

povo e boi tem de lutar

 

olha o rabo do boi é boi

a barriga do boi é boi

olha o chifre do boi é boi

e o couro do boi é boi

 

o meu boi é valente é boi

já chifrou o tenente é boi

é um boi de mercado é boi

e também o delegado é boi


e lá vem Toninho Xita

todos vestido de rosário

vai cantar mais  samba-enredo

pra enriquecer o relicário

 

ê meu boi brasileiro ê boi

pintadinho sem dinheiro ê boi

ê meu boi alazão ê boi

que chifrou o capetão ê boi

 

o meu boi é kabrunco é boi

o meu boi garrutio é boi

o meu boi lamparão ê boi

pra encantar a multidão é boi


o meu boi é jaguar é boi

mãe maria vem cantar vem boi

e meu boi sapatão ê boi

vem também pai joão vem boi

 

o meu boi julivete é boi

já comeu a micheque ê boi

e meu boi operário é boi

já chifrou salafrário ê boi 


o meu boi é cigano é boi

o meu boi é baiano é boi

é também pernambucano é boi

tá  no canto da sereia é boi

tá no rabo da arraia é boi

é um boi carnavalhado é boi

veste calça e veste saia é boi

eita boi da macutraia ê boi


o meu boi jaburu é boi

enfrentou o bangu ê boi

desfilou no ururau ê boi

e ganhou carnaval é boi 


esse boi sem segredo ê boi

esse boi não tem medo ê boi

se um dia passa fome ê boi

noutro dia nós vira samba-enredo

 

Artur Gomes

www.arturkabrunco.blogspot.com


quarta-feira, 1 de março de 2023

marca registrada


Marca Registrada

 

não tem problemas

te encontrar na cama

com teu governante

eu sempre soube

tua fome era de prazer

e esse teu amante

esse teu amante baby

sempre foi um grande ditador

 

não entro nessa de pensar que a vida

é marca registrada

numa dissonante do meu rock and roll

pode ser que eu ganhe

um chifre em minha cara

mas o prazer que que eu tenho

é estar de baixo do teu cobertor

 

Artur Gomes/Luizz Ribeiro

Qualquer Prazer – disco vinil

lançado em 1992




gravada também no CD Fulinaíma Sax Blues Poesia – 2002 –No vinil Qualquer Prazer, Marca Registrada é rock and roll, no CD Fulinaíma  Sax Blues Poesia, foi gravada numa versão blues: Luizz Ribeiro (voz e violão) e Ângelo Nani (gaita).



 

Pesquisando no meu Baú de Guardados sobre  o Dia do Rock Goytacá, eis o que encontro

 

O Amor é Cruel

 

Me pinte um retrato

vou te mostrar uma fotografia

o vento vai sussurrar no seu ouvido

o amor é cruel o amor é cruel

quase sempre assim

 

cacos de vidros pés descalço

agora um aviso uma visão

com tudo o que eu sei mas eu duvido

o amor é o céu amor é céu

quando chega ao fim

 

Luizz Ribeiro

Gravada no segundo CD Avyadores do Brazyl


Balbúrdia PoÉtica - 14 de outubro

A Ventura Editora e o autor Arthur Gomes convidam para o lançamento do livro Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma 14 outubro - ...