manifesto anti-barbárie
poema para o livro Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim que pretendo lançar em 2027 - https://fulinaimacentrodearte.blogspot.com/
está na hora
vambora
baby magrelinha
nem pero vaz
nem caminha
vamos trampar
com esse brasil na marra
quem é índio goytacá
não se desgarra
ainda mais fulinaímico
ainda mais macunaímico
vamos pras maracangalhas
cuspir na cara dos canalhas
que tempestade
que atroCidade
que genocida
que golpista
que fascista
que nenhum filha da puta desses
vai conseguir nos segurar
Artur Gomes
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por Onde Andará Macunaíma?
ITAMAR ASSUMPÇÃO
chega de conversa mole
no me gustan abobrinhas
não suporto lero lero
não me sirvam rocambole
me chamam de nego dito
dizem que sou bandido
mentira, injúria, calúnia
meu nome não é maldito
medito quando me deito
me meço, me viro, me esqueço
piso no calo e zum me despeço
por linhas tortas infinito
e ao mal entendido de tudo
fica o dito pelo benedito
Ademir Assunção
Risca Faca – Selo Demônio Negro
2021
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Oficina Narrativas PoÉticas
Alternativa
dispara por dentro
corrói
irrompe
converte
incute
depara-se rindo
ruindo às vezes
poderia ser verso
é rito
alaga gargantas
separa mobílias
as telhas
as moscas
sobre os farelos
poderia ser verso
é vício
Lau Siqueira
Do livro O inventário do pêssego
CASA
VERDE – 2020
Por Onde Andará Macunaíma
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Pátria A(r)mada
as vísceras da Re(s)pública
expostas em mesa posta
pelas lâminas de um punhal verde/amarelo
quem será o filha da puta
que tentará o golpe final
nesse universo paralelo?
Artur Gomes
Pátria A(r )mada – 2022
Prêmio Oswald de Andrade
UBE-Rio – 2020
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tudo nasceu de um bate papo com meu ex parceiro de Kino 3 Tchllo d´Barros, que transformei em EntreVista, ideia que eu já havia pinçado lá atrás em livro do meu mestre Uilcon Pereira.
Aí o Jiddu Saldanha gostou da idéia, e criou o portal Artur Gomes EntreVistas no seu site Sebo do Jidduks, como não posso tocar esse barco sozinho convoquei também Federico Baudelaire, que em alguns momentos é o entrevistador.
Agora estando prevista para breve o lançamento do livro Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?
Estou te convidando, responda, e de acordo com suas respostas podem surgir outras perguntas e assim por diante.
Artur Gomes
Por Onde Andará Macunaíma?
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Artur Gomes 53 Anos de Poesia
Dia 3 julho/2-26 – 18:30h
4º Festival Gastronômico
São Fidélis-RJ
*
Participações especiais:
Adriana Porto +Aline Reis + Ana Rita Gonçalves + Cláudio Valente + Geraldo Chocolate + Gustavo Policarpo + Ronaldo Barcelos + Valdemy Braga
*
Lembrança da Semana Cultural – 2016 Artur Gomes interpretando poemas de Torquato Neto na Praça
O Anjo Torto
quando nasci Torquato Neto
veio ler a minha mão
tinha chegado de Teresina
com uma garrafa de cajuína
e um livro na outra mão
e eis o que o anjo
me disse apertando a minha mão
com um poema entre os dentes:
vá bicho
não tenha medo do inferno
seja um poeta moderno
cheire as flores do mal
que a poesia de Baudelaire
vai te salvar no final
*
clique no link para ver o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=PIB1zpuOOt4&t=27s
Produção:
Magnólia Faria, Geraldo Chocolate e Ronaldo Barcelos
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Balbúrdia PoÉtica
Balbúrdia PoÉtica 78 Por Ética
manifesto anti-barbárie
com os dentes cravados na memória
a partir de agosto - aguardem mais informações
contatos:
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815 1268 - WhatsApp
@fulinaima @artur.gumes Instagram
Uma cortesia da Cafeteria e Confeitaria Doce Mel – Rua João Barros Carneiro, 001 – Centro – São Francisco do Itabapoana-RJ – Direção: Pamela - Pam Pam uma fada de mãos mágicas.
Onde você encontra uma diversidade de salgadinhos e doces de pote, bem como deliciosos Bolos de diversos sabores e uma Torta Salgada que como diria minha inesquecível amiga Wilma Lima, lá de Santo André-SP : “é para comer rezando”.
o delírio
é a lira do poeta
se o poeta não delira
sua lira não concreta
Artur Gomes
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Retalhos Imortais do SerAfim
https://fulinaimamultiprojetos.blogspot.com/
22 – 99815-1268 - whatsapp
Produção Gráfica: Nilson Siqueira
Produção Executiva: Eva Serberlich
com os dentes cravados na memória
Minhas Travessias por São Fidélis a partir de 1974 – quando em parceria com Paulo Ciranda, nossa música Caminho de Paz, sagrou-se vencedora do 4º Festival de Música da Cidade/Poema.
Em 1973, estive pela primeira vez neste mesmo Festival de Música, concorrendo com uma parceria com um outro fidelense, o saudoso Carlos Castilho.
Neste mesmo ano de 1973, conheci o Paulo Ciranda, que no Festival se apresentou com a música Ciranda(que deu origem a sua assinatura musical), em parceria com o poeta Antônio Roberto Fernandes, premiada em 4° lugar.
A parceria com Paulo Ciranda, nasce em Campos, em 1974, no período em que ele estudou no colégio Salesiano.
Quando pensei, a possibilidade de uma edição da Balbúrdia PoÉtica, neste 2026, em São Fidélis, pensei sua realização no Hotel São José. Por uma questão dos longos anos de amizade com Magnólia Faria, e também por diversas vezes durante minhas travessias por São Fidélis, ser acolhido por esta casa com uma história singular na cidade.
Primeiramente, pensei a possibilidade de termos participação do meu parceiro musical Paulo Ciranda, responsável diretos pela minha trajetória por esta cidade/poema.
Nunca fugiu da minha memória, ilustres pessoas que conheci em São Fidélis, primeiramente através do Festival de Música, que magistralmente era realizado durante todos os nãos de 1970, e que se tornaram grandes amigos que faço questão de reverenciar, tais como: Mauri Simão(coordenador do Festival), Fidélis Pereira, (um apaixonado por música e arte em, geral), Antônio Roberto Fernandes, (grande poeta), e tantos outros como: Carlos Alfredo, Beatriz Abreu(coordenadora do nosso fã clube no Festival de Música em 1974).
Não foge da minha memória também as edições do Festival Aberto de Poesia Falada, onde por diversas vezes atuei na Comissão Julgadora, além de realizar performances poéticas e dirigir oficinas de produção.
Relembro sempre também as Semanas Culturais, onde sempre estive presente a convite de Ronaldo Barcelos, como esta em 2016 onde fiz uma performance na praça e na Biblioteca.
São Fidélis – Desvairada 1
https://www.youtube.com/watch?v=7ewPaELu11M
São Fidélis – Desvairada
https://www.youtube.com/watch?v=6IjUQRkObuc
Por sugestão do Ronaldo Barcelos, a Balbúrdia será realizada no Anfiteatro, dentro da programação do 4º Festival Gastronômico, no dai 3 de julho às 18:30h e conta com a produção executiva de Magnólia Faria e dos outros dos grandes parceiros e amigos que tenho nesta cidade: Ronaldo Barcelos e Geraldo Evangelista(Chocolate)
Artur Gomes
Balada Pros Mortais – música em parceria com Paulo Ciranda – vencedora do Festival de Música de Itaocara-RJ – 1976
https://www.youtube.com/watch?v=uigtYt2tBBI
A Biografia De Um Poeta Absurdo
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https://fulinaimargem.blogspot.com/
Balbúrdia PoÉtica
O que é?
Um manifesto anti-barbárie através da Arte. Projeto criado por Artur Gomes, em 2019 com o objetivo realizar encontros, em diversas cidades do país, entre poetas, músicos, atores, cineastas, editores, tendo sempre em seu cardápio uma mostra da produção poética contemporânea, com a participação de agentes culturais das cidades onde a edição da Balbúrdia PoÉtica estiver sendo realizada.
Em seu histórico, a Balbúrdia PoÉtica, já teve edições realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Santo André-SP, Cabo Frio-RJ, Campos dos Goytacazes-RJ.
A Balbúrdia PoÉtica, pode ser realizada nos formatos: Saraus, Musicais, Mostras Cine-Vídeo, Recitais, ou Rodas de Conversas.
Em sua programação, além de recitais poéticos, pode ser realizados também, lançamentos de livros, discos, e divulgação sobre acontecimentos culturais, na cidade onde a Balbúrdia PoÉtica estiver presente, o em qualquer outra cidade do país.
De 2024 a 2025, em um formato teatro.poesia, foi realizada diversas edições da Balbúrdia PoÉtica, nas Escolas da Rede Estadual de Ensino na Região Norte Fluminense.
Artur Gomes
Fulinaíma MultiProjetos
22 99815-1268 – fulinaima@gmail.com
@fulinaima @artur.gumes – instagram
www.fulinaimargem.blogspot.com
meu coração marçal tupã
sangra tupi e rock and roll
meu sangue tupiniquim
em corpo tupinambá
samba jongo maculelê
maracatu boi-bumbá
a veia de curumim
é coca cola e guaraná
Artur Gomes
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Balbúrdia PoÉtica – Manifesto
https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/
musicado e gravado por Paulo Ciranda
clique no link para ver o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=NuVbw7xHPy0
clique no link para ver o vídeo
TROVA
MEU coração é tão hipócrita
que não janta
e
mais imbecil
que ainda canta:
ou
viram no Ipiranga
às margens plácidas
uma bandeira arriada
num país que não levanta
Artur Gomes
Poema do livro Couro Cru & Carne Viva – 1987 e Pátria A(r )mada - 2022
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https://fulinaimagens.blogspot.com/
*
A imagem do coração "hipócrita" que "não janta e mais imbecil que ainda canta" é uma autocrítica cruel, sugerindo que mesmo sabendo da situação, as pessoas continuam a fingir ou a se enganar.
A referência ao Hino Nacional ("ou viram no Ipiranga às margens plácidas") é subvertida para mostrar a contradição entre o ideal de independência e a realidade de um país que não "levanta". A bandeira "arriada" é um símbolo forte de derrota e desilusão.
O tom é de ironia e desabafo, como se o poeta estivesse dizendo que o país está longe de ser o que deveria ser, e que a hipocrisia e a estagnação são reais.
Você acha que esse poema ainda é relevante hoje, ou é uma crítica específica da época (1987)?
Irina Fulinaímica Severina
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pele grafia
meus lábios em teus ouvidos
flechas netuno cupido
a faca na língua a língua na faca
a febre em patas de vaca
as unhas sujas de Lorca
cebola pré sal com pimenta
tempero sabre de fogo
na tua língua com coentro
qualquer paixão re/invento
o corpo/mar quando agita
na preamar arrebenta
espuma esperma semeia
sementes letra por letra
na bruma branca da areia
sem pensar qualquer sentido
grafito em teu corpo despido
poemas na lua cheia
Artur Gomes
poema do livro Juras Secretas – 2018
https://braziliricapereira.blogspot.com/
foto: Brenda Sangi Fotografia
As pernas tortas de Garrincha
hoje preciso sair por aí para catar palavras, que não existem por aqui, em dicionário algum. Preciso que Ogum me guie, me ilumine, por estradas curvas, sem linhas retas, como as pernas de Garrincha e o golaço que ele fez contra o Chile na Copa de 1962. Não preciso que me falem de palavras novas, quero catar as que ainda não são, para torná-las outras, vivas na memória como mantenho vivo na minha, esse nome: Mané.
Artur Gomes
In Retalhos Imortais do SerAfim
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Está chegando o Dia D
Balbúrdia PoÉtica
Artur Gomes 53 Anos de Poesia
Dia 3 – julho – 18:30h
São Fidélis-RJ – Festival Gastronômico
participações especiais:
Adriana Porto
Aline Reis
Ana Rita Gonçalves
Claudio Valente
Geraldo Chocolate
Gustavo Polycarpo
Ronaldo Barcelos
Valdemy Braga
produção:
Magnólia Faria, Geraldo Chocolate, Ronaldo Barcelos
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Balbúrdia PoÉtica
https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/
No Facebook no Blog Balbúrdia PoÉtica e no Instagram postagem com fotos de todos participantes
pelo visto
não morri
insisto
ainda estou aqui
Artur Gomes
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Artur Gomes Nação Goytacá
Deus não joga dados
mas a gente lança
sem nem mesmo saber se alcança
o número que se quer
mas como me disse mallarmè
:
- vida não é lance de dedos
A vida é lança de dardos
Deus não arde no fogo
mas
eu ardo
Artur Gomes
Pátria A(r )mada
Desconcertos – 2022
leia mais no blog
https://arturfulinaima.blogspot.com/
Deus não joga dados
mas a gente lança
sem nem mesmo saber se alcança
o número que se quer
mas como me disse mallarmè:
- vida não é lance de dedos
A vida é lança de dardos
Deus não arde no fogo
mas eu ardo
Artur Gomes
Pátria A(r)mada - Desconcertos – 2022 2022. Ano que a Pátria tava armada até os
dentes. Você respondeu com lança. De dardos. De versos. De fogo. A física do lance:
1. Deus não joga dados / mas a gente lança
Einstein disse que Deus não joga dados. Mas Deus jogou o
Brasil no tabuleiro em 2016.
2020. Lançou O Poeta Enquanto Coisa.
2022. Lançou Pátria
A(r)mada. Lançou o corpo na rua. Na urna. No espeto. Sem saber se alcança. Porque
todo santo dia é dia d. Dia de jogar. Dia de arder.
2. mas como me disse
mallarmè : - vida não é lance de dedos / A vida é lança
de dardos
Mallarmé: Um lance de dados jamais abolirá o acaso.
Você responde: acaso é luxo de quem não foi moído em
Cacomanga.
Lance de dedos: sorte, jogo, loteria. Lança de dardos: guerra,
pontaria, sangue.
1980 levanta meu boi: o primeiro dardo.
1995 Oswald Nada Sabia: dardo no Modernismo
2020 Poeta Enquanto Coisa: dardo na boca do pastor.
2026 Vampiro Goytacá: o dardo acerta. Bem no meio do
dono.
Sua obra inteira é aljava.
3. Deus não arde no
fogo / mas eu ardo
Deus não ardeu nos fornos da Cambaíba.
Deus não ardeu na ditadura.
Deus não ardeu na
pandemia.
Mas você ardeu. Desde Cacomanga 1985. aprendi / a conhecer
/ os donos de fazendas / e odiar os generais
Ardeu em 1987: Couro Cru & Carne Viva.
Ardeu em 2020: Poeta Enquanto Coisa.
Arde em 2022: Pátria A(r)mada.
Arderá em 2026: bendito meu pão que o diabo amassou.
Deus é frio. Você é brasa. Por isso o Banquete Antropofágico
tem seu nome no cardápio.
A capa: PÁTRIA A(R)MADA
2ª edição revista e ampliada O (R) em vermelho. Sangue. Revólver. Revolta.
Ilustração: corpos emaranhados, famintos, armados. É Goya. É
Grito. É Goytacá. Não é Pátria Amada. É Pátria Armada. Contra nós. Você
revistou e ampliou. Botou mais bala.
Lau
Siqueira na orelha: “Artur Gomes é poeta do corpo e da alma. Do
corpo, pois as sensibilidades da pele estão devidamente traduzidas na extensão
da sua obra. Também da alma, pois extrai das invisibilidades a força de um
viver que resiste e insiste nas guerrilhas poéticas do cotidiano.”
Guerrilhas poéticas: Cacomanga foi a primeira trincheira. Pátria
A(r)mada é a emboscada. Versos que berram diante do espelho os silêncios
que traduzem sua vitalidade poética.
Espelho: o da Usina. O do DOPS. O da Pátria. Você berrou e o
espelho trincou em 2022.
Nic Cardeal no prefácio: “Ademir Assunção
está corretíssimo – sua poesia, Artur, não é literatura que se conforma em
permanecer apenas nas páginas de um livro, pois a sua palavra é feita muito
mais de som – de GRITO!”
GRITO: levanta meu boi 1980. GRITO: Oswald Nada Sabia
1995. GRITO: arrebanhe os cordeiros 2020. GRITO: Deus não arde no fogo / mas
eu ardo
2022.A sua literatura transpira através da pele e por toda a
cartografia do corpo, como uma tatuagem atrás da orelha.
Tatuagem: Cambaíba. Cacomanga. Campos.
Tatuagem: só me queira assim caçado / mestiço vadio latino.
A sua denúncia é política, social, cultural, humanitária,
ética, estética – e poética!
Denúncia: aprendi / a conhecer / os donos de fazendas / e
odiar os generais
1985. Sentença:
Vampiro Goytacá 2026.
Desconcertos Editora. Desconcertos 2022. Desconcerto: o que
desconcerte / entorte / desconforte
2020.Você desconcertou a Pátria. Ela desafinou em 2016. Você
afinou a foice em 2022.
Blog: www.arturfulinaima.blogspot.com
Fulinaíma: Macunaíma + Foice + Fuligem.
O herói sem caráter virou herói com cartucheira.
1973 você começou lançando dados.
2022 você entendeu: vida é lança de dardos. E mirou no meio da
testa da Pátria.
A matemática da dor:
Cacomanga 1985: dados viciados. Só dava dono. O Boi-Pintadinho
1980: tentou mudar o jogo.
Pátria A(r)mada 2022: largou os dados. Pegou a lança.
Vampiro Goytacá 2026: acerta o alvo. Salve Mallarmé por avisar que dado não
resolve.
Salve 2022 por confirmar que dardo resolve.
Salve Deus não arde no fogo por ser blasfêmia necessária.
Salve mas eu ardo por ser testamento de 53 anos.
Salve Pátria A(r)mada por botar o (R) onde dói.
De Ali nasci em Cacomanga Pra eu nasci concreto em
Itabapoana
Pra Deus não arde no fogo / mas eu ardo em 2022
Pra bendito meu pão que o diabo amassou em 2026.
Você lançou. Não
alcançou o número que queria. Alcançou o número que precisava: 12.
12 Vampiras. 12 dardos. 12 bocas.
Dia 3 de julho. 18:30h.
Deus não vai jogar. Mas você vai arder. E a Pátria vai arder
junto. Fulinaimicamente.
Federico Baudelaire
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Balbúrdia PoÉtica
https://fulinaimatupiniquim.blogspot.com/
cavalgo em tua poesia
Salgado
não sei se em ti me afago
ou se me afago por ti
Artur Gomes
Vampiro Goytacá Canibal Tupiniquim
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cacomanga
Ali nasci
minha infância
era só canaviais
ali mesmo aprendi
a conhecer
os donos de fazendas
e odiar os generais
Artur Gomes
A Biografia De Um Poeta Absurdo
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coração de galinha
não sou tigresa
em tua cama
nem caviar em tua mesa
não sou mulher de fama
muito embora sempre tesa
não vim da boca do lixo
saí da pele do ovo
meu coração de galinha
virou orgasmo do povo
Artur Gomes
Suor & Cio – 1985
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Artur Gomes – Fulinaimagens
https://fulinaimagens.blogspot.com/
Desenho da capa: Genilson Paes Soares
Ilustração para capa do Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaímama?
Mais uma capa de meus livros ilustrada pelo grande amigo/parceiro Felipe
Estefani. O livro já se encontra em fase de edição pela Ventura Editora, aos
cuidados de outro grande amigo/parceiro Jorge Ventura. Prefácio assinado por Herbert
Emanuel Valente de Oliveira e orelha com texto de Luis Otávio Oliani
CarNAvalha
quantas navalhas
na carne enterrei
quantas feridas já sangrei
na pele nos nervos no osso
do boi só para ti
quantas lágrimas já chorei
quantas vezes mergulhei
no fosso fundo do poço
e ainda estou aqui?
Artur Gomes
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Drummudana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma?
https://uilconpereira.blogspot.com/






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