quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Dê Lívros Dê Lírios Dê Beijos




A Biblioteca de São Francisco de Itabapoana aguarda a sua visita

Av. Vereador Edenites da Silva Viana, 255 - Centro 

LeiaLivros DoeLivros EspalheLivros PenseLivros para que em 2023 possamos começar a construção de um Brasil Novo.

Um Feliz Natal a todo(a)s amigos e amiga - Saúde Amor e Paz

 

Dê Livros

Dê Lírios

Dê Beijos

 

cacomanga

 

na roça desde cedo comecei a escavar palavras e separar uma das outras de acordo com o seu significado dar farelo de milho para os porcos e olhadura de cana para o gado aprendi que no terreiro não dependo de mercado e para que urbanidade se a cidade não tem paz com a enxada capinei a liberdade e descobri que ditadura é uma palavra que não cabe nunca mais

 

Artur Gomes

Pátria A(r)mada

1ª Edição – 2019

Prêmio Oswaldo de Andrade – UBE-Rio – 2020

2ª Edição – 2022 – Desconcertos Editora-SP

Leia mais no blog

https://arturgumesfulinaima.blogspot.com/






A Biblioteca Bracutaia aguarda a sua visita e o seu apoio. LeiaLivros DoeLivros EspalheLivros, para que em 2023 possamos começar a construção de um Brasil Novo.

 

Dê Livros

Dê Lírios

Dê Beijos

 

Um Feliz Natal, muito amor saúde e paz para todo(a)s amigos e amigas

 

Eu te desejo flores

lírios brancos margaridas

girassóis rosa vermelhas

tudo quando pétala

asas estrelas alecrim

bem-me-quer e alfazema

 

eu te desejo emblema

deste poema desvairado

com teu cheiro teu perfume teu sabor

teu suor tua doçura

e na mais santa loucura

desejar-te amor até os ossos

eu te desejo e posso

palavrAr-te até a morte

enquanto a vida nos procura

 

Artur Gomes

Juras Secretas - O Poeta Enquanto Coisa - Pátria A(r)mada - BraziLírica Pereira: A Traição das Metáforas - Suor & Cio - Jesus Cristo Cortador de Cana - Boi-Pintadinho - Couro Cru & Carne Viva - Além da Mesa Posta




Fulinaíma MultiProjetos

fulinaima@gmail.com

22 - 99815-1268 - whatsapp

@fulinaima @artur.gumes

https://centrodeartefulinaima.blogspot.com/

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

musa

 


Musa

que é musa

não tem vergonha de nada

escancara a cara no espelho

se desnuda pra fotografia

teu corpo camisa de vênus

a flor da pele irradia

rasgando a camisa de força

tua carne é só poesia.

 

Federico Baudelaire

https://porradalirica.blogspot.com/




atentado poético


a hipocrisia aqui é muita

liberdade muito pouca

com meus dentes de navalha

vou rasgar a tua roupa

esse poema beijo/bomba

vai explodir na tua boca

 

Federico Baudelaire

https://arturfulinaima.blogspot.com/

 

terça-feira, 8 de novembro de 2022

coração vermelho

 


um coraçãozinho vermelho

em minha frente

me lembra não só espelho

também cio da terra

semente explodindo grão

explodindo flor

será verão  será calor

inverno ou primavera 

o que significa pra ela

esfinge que mora perto

do outro lado da tela


Dia desses ainda rasgo os retalhos imortais do serafim ando prenho de saudade da esfinge que ainda não está dentro de mim o desejo da boca é o beijo o beijo na boca do desejo o desejo na  vontade de ir e vir.

Qual a palavra que anda presa em minha boca louca doida pra sair?


Algaravia

 eu sou o vento

que remove teus cabelos

e repousa em tua face

a outra face do que sente

mas não vê

a palavra que um dia

escreverá - algaravia

na películas da memória

na ficção que entender


come poesia menina

come poesia

pois não há mais metafísica no mundo

do que comer poesia


Federico Baudelaire

https://fulinaimagens.blogspot.com/


domingo, 16 de outubro de 2022

Geleia Geral - Revirando A Tropicália

 



Geleia Geral – Revirando A Tropicália

28 outubro ou nada - 2022 - 19h

Por onde andará Fulinaíma?

 

Elenco:

 

Artur Gomes + Adriano Moura + Aimèe Cisneiro + Aline Portilho + Christina Cruz + Joilson Bessa + Marcella Roza + Marcelo da Rosa + Serginho do Cavaco + Tchello d`Barros  




Mostra Visual de Poesia Brasileira

Poesia em Movimento

 

o delírio

é a lira do poeta

se o poeta não delira

sua lira não profeta

 

leia mais no blog https://fulinaimacentrodearte.blogspot.com/


 

QUE PAÍS É ESTE?

Fragmento

 

Universidade Livre de Alvito

(Afonso Romano de Sant'Anna)

 

1

Uma coisa é um país,

outra um ajuntamento.

Uma coisa é um país,

outra um regimento.

Uma coisa é um país,

outra o confinamento.

 

Mas já soube datas, guerras, estátuas

usei caderno “Avante”

— e desfilei de tênis para o ditador.

Vinha de um “berço esplêndido” para um “futuro radioso”

e éramos maiores em tudo

— discursando rios e pretensão.

 

Uma coisa é um país,

outra um fingimento.

Uma coisa é um país,

outra um monumento.

Uma coisa é um país,

outra o aviltamento.

 

Deveria derribar aflitos mapas sobre a praça

em busca da especiosa raiz? ou deveria

parar de ler jornais

e ler anais

como anal

animal

hiena patética

na merda nacional?

 

Ou deveria, enfim, jejuar na Torre do Tombo

comendo o que as traças descomem

procurando

o Quinto Império, o primeiro portulano, a viciosa visão do paraíso

que nos impeliu a errar aqui?

 

Subo, de joelhos, as escadas dos arquivos

nacionais, como qualquer santo barroco

a rebuscar

no mofo dos papiros, no bolor

das pias batismais, no bodum das vestes reais

a ver o que se salvou com o tempo

e ao mesmo tempo

– nos trai

 

2

Há 500 anos caçamos índios e operários,

há 500 anos queimamos árvores e hereges,

há 500 anos estupramos livros e mulheres,

há 500 anos sugamos negras e aluguéis.

Há 500 anos dizemos:

 

que o futuro a Deus pertence,

que Deus nasceu na Bahia,

que São Jorge é que é guerreiro,

que do amanhã ninguém sabe,

que conosco ninguém pode,

que quem não pode sacode.

 

Há 500 anos somos pretos de alma branca,

não somos nada violentos,

quem espera sempre alcança

e quem não chora não mama

ou quem tem padrinho vivo

não morre nunca pagão.

 

Há 500 anos propalamos:

este é o país do futuro,

antes tarde do que nunca,

mais vale quem Deus ajuda

e a Europa ainda se curva.

 

Há 500 anos

somos raposas verdes

colhendo uvas com os olhos,

semeamos promessa e vento

com tempestades na boca,

sonhamos a paz da Suécia

com suíças militares,

vendemos siris na estrada

e papagaios em Haia,

nada nada congemina:

a senzalamos casas-grandes

e sobradamos mocambos,

bebemos cachaça e brahma

joaquim silvério e derrama,

a polícia nos dispersa

e o futebol nos conclama,

cantamos salve-rainhas

e salve-se quem puder,

pois Jesus Cristo nos mata

num carnaval de mulatas.

 

Este é um país de síndicos em geral

este é um país de cínicos em geral

este é um país de civis e generais.

Este é o país do descontínuo

onde nada congemina

e somos índios perdidos

na eletrônica oficina

Nada nada congemina:

 

a mão leve do político

com nossa dura rotina,

o salário que nos come e

nossa sede canina,

e a esperança que emparedam

a nossa fé em ruína,

placidez desses santos

e a nossa dor peregrina,

e nesse mundo às avessas

– a cor da noite é obsclara

e a claridez, vespertina.




Fulinaíma MultiProjetos

https://centrodeartefulinaima.blogspot.com/

Balbúrdia PoÉtica - 14 de outubro

A Ventura Editora e o autor Arthur Gomes convidam para o lançamento do livro Drummundana Itabirina : Por Onde Andará Macunaíma 14 outubro - ...